29 de fevereiro de 2012
28 de fevereiro de 2012
da necessidade de sentido
tu, eu, nós, animais racionalizantes
fadados ao escuro, por natural que seja, quando não há sentido percebido
dessa incapacidade de seguir sem saber onde pisa
de hesitar antes de pisar o breu, meu e teu
atado enquanto hesitado, perante as pedras
quieto e estático, no cume da noite.
26 de fevereiro de 2012
7 de fevereiro de 2012
Deixai-me conhecer um pouco de Vossa sabedoria Eterna...
Deus todo poderoso, eterno Pai da Luz
De onde provêm todos os bens e todos os dons Perfeitos
Imploro Vossa misericórdia Infinita, Infinita
Deixai-me conhecer um pouco de Vossa Sabedoria Eterna
Aquela que circunda o Vosso Trono
Que criou e fez, que tudo faz e conserva tudo
Fazei-me digno enviando do Céu pra mim
Imploro por Vós, e por Jesus Cristo, por Jesus Cristo
A Pedra Celeste Angular miraculosa, miraculosa
Estabelecida por toda a Eternidade, maravilhosa, maravilhosa
Que comanda e reina Convosco
Meu Deus todo Poderoso
Mas eu preciso salvar os velhos, eu preciso salvar as flores
eu preciso salvar as criancinhas e os cachorros.
VELHOS, FLORES, CRIANCINHAS E CACHORROS
jorge ben
22 de novembro de 2011
16 de novembro de 2011
aquieta
Aquieta
isso do silêncio e do estático, de parar por 2 minutos que sejam, dessa vontade que, imóvel, conseguir suspender também os pensamentos e o coração. Em instantes de entremeios, aquietar a boca sedenta da busca da alma. De saciar, por três minutos que sejam, a voracidade do espírito. De fazer dormir, aqui e agora, a constante pulsante de desejar. De suavizar, por quatro minutos que sejam, a asperidade das arestas. De, neste instante, encontrar-me quieto, absolutamente quieto por dentro.
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2 de novembro de 2011
Somos adultos demais
Às vezes penso que foi tudo em vão
Parei pra pensar tantos anos depois
Se lembra quando éramos mais jovens, e tudo parecia ser mais fácil?
Acho que crescemos demais
Aconteceu o que temíamos, não vamos mais nos entender
Se foi a Natureza ou o Sistema, só o tempo dirá
Vou seguir meu caminho, lutar pelo o que insisto em acreditar
Vou tentar entender o seu
Desculpe dizer isso, mas parece que você se vendeu
Mas que te traga paz, leveza e força pra continuar
A vida é mesmo estranha, nada é mais para sempre
Espero um dia poder sentar ao seu lado
E gordos e conformados podermos rir
Que nossos questionamentos não tenham sido em vão
Espero que algo tenha mudado até, então
Somos adultos demais
Caminhos opostos e individuais
Tempo de crise e muita confusão
Queria lutar junto com você... mas parece que não
Se canto esta canção, é porque ainda tenho fé
Se o sorriso é tão forçado, é porque não estou em paz nem ao seu lado
Se não sentimos nada, devemos tentar viver
E se o sistema nos separou, tentar nos entender
E continuar a acreditar que o (pior) é dialogar
Mesmo de longe, te evitando, te considero um irmão
Se tenho dúvidas demais, por isso escrevo esta canção.
CANÇÃO PARA AMIGOS
dead fish
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1 de novembro de 2011
P A X > E T > A M O R

A vida é meio maluca. Lê-se um rascunho aqui, escuta-se um refrão ali e nada é completo. Parece como que estes tempos modernos trouxeram pelo braço a incompletude e tudo veio em mil-e-muitas partes. É muito fácil e cômodo obter partes de informação, trechos de algo maior que nunca é descoberto por completo. Fico sempre com a sensação de que o que sinto é incompleto, raso e aguado. Pseudo-sentires. Que os porquês que meus sentidos aguçados captam são meros meios-porquês. Um vazio incondicional que raras vezes é preenchido. Só naquela gargalhada profunda e sincera com uma grande besteira que, em meio a amigos reunidos, seu amigo solta. Naqueles raros momentos em que parece existir um Deus, Força Maior, Luz - ou como você queira chamar, capaz de dar sentido a esta rotina de dias. Ou naquele sentimento que, vez ou outra, parece emergir à superfície do coração, que ultrapassa os objetivos que sempre temos para cada ação, e simplesmente se revela como algo sem sentido, apenas sendo. Ou naquele Sol que se vê firme no horizonte num fim de tarde amarelado, em meio à temperatura perfeita pro corpo, com iluminação digna de ouro em Cannes. Num texto que te dá um choque e te faz compreender algo que você tava pensando há muito tempo. Num ensino digno de reverência. Ou num Van Gogh. No horizonte. Música. Amor. Violino. Eureka. Réveillon. Estes estados de percepção deveriam ser mais comuns. Ou não, vai ver a raridade é o combustível do prazer.
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pensamento //
Meu conceito de jardim determina o que é praga ao redor de mim. // Afonso de Sant'Ana
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31 de outubro de 2011
esbranquear
tudo que sai, tem tom de limpeza
de água suja que sai, e um dia novo que chega
tudo que se vai, é o que não se deva
e assim que se sai, algo menos que lateja.
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22 de outubro de 2011
círculo
Tudo é vago e muito vário,
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço,
ter um preço é necessário,
e nada disso é preciso.
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço,
ter um preço é necessário,
e nada disso é preciso.
Leminski.
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17 de outubro de 2011
16 de outubro de 2011
♪
meu caro,
se você não encontrar a paz em você e na Natureza,
pode desistir de encontrá-la em outro lugar.
olha... é o Sol, é o Céu, é o Mar... ♪
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o meio

Quem coloca-se sempre em evidência, teme o anonimato
Quem mostra-se demais sempre a postos, julga ser melhor do que a multidão
Quem está sempre a falar, tem medo do silêncio e de suas descobertas
Quem pouco fala, receia o compromisso das palavras
Quem brinca demais, teme encarar a retidão da seriedade
Quem quer desesperadamente ser sempre o melhor em tudo, tem medo de se descobrir um perdedor em algo
Quem critica demais, teme se encarar
Quem fala demais dos outros, teme ver o que reflete o espelho
Quem deseja sempre a solidão, teme a união e suas implicações
Quem busca sempre estar com alguém, teme a solidão e suas constatações
Quem nunca dá ordens, teme a responsabilidade do comando
Quem sempre obedece, teme o custo da autonomia.
O Caminho está no meio.
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8 de outubro de 2011
Som que há em tudo nos incendeie.

Chove lá fora, e aqui, mano, aqui não chove, graças à Deus... Tem muita casa por aí em que está chovendo, mas aqui, não chove, graças à Deus. Mas e aí, e na casa de quem chove. O que desta informação me diz respeito: pergunta-se o famoso “o que que eu tenho a ver com isso”?
Nossa caminhada nesta terra é custosa! Horas de seca intensa, momentos de chuva que inunda tudo, incêndios que destroem casas, plantações, florestas, tempos de chuva que fazem perder as safras... O suado pão de cada dia pra todos custa muito de um jeito ou de outro: Pra uns custa o trabalho pesado, começado cedo, nem sempre bem remunerado... Pra outros, pra quem “olhando daqui”, parece que não custa porque já vem de berço, custa falta de sentido, de alegria, de prazer, de amor. E a pergunta, que pelo menos pra mim é recorrente é: “Pra que diabos isso?”, Porque este sofrimento todo? Chove lá fora, a criança chora de fome, de frio, de febre, meu time perde, quem alguém quer já não quer este alguém.
Tem um ditado árabe que pergunta: “Persistindo o prazer, o prazer persiste?” Nesta antiga indagação que nossa espécie pelos milênios conquistou, talvez resida parte importante da explicação pras nossas pelejas: A dor (parece ser) necessária pra que demos valor ao prazer.
E nos darmos as mãos é necessário pra que demos valor à oportunidade de partilharmos a experiência riquíssima de convivermos, nós todos juntos, neste nosso tempo do mundo!
Minha intenção não é aqui “fechar” uma resposta! Porque eu também (acreditem, intensamente) procuro por ela. O que quero é dividir, e quem sabe, receber Luz pra encontrar com ela. Mas algumas certezas vão se cristalizando:
- A entrega alegre e despojada ao trabalho é que gera a alegria de colher os resultados esperados, e gera o trabalho que faz diferença pra nós, e pros que estão ao nosso redor;
- A entrega nos relacionamentos amorosos é que gera o prazer transcendente, que pode chegar a satisfazer nossas almas sequiosas pela alegria, que sabemos, está “em algum lugar”;
- A entrega ao sentimento de fraternidade é que pode gerar um tempo de menos violência e mais gentileza entre nós!
E olha que continua a chover lá fora. Graças a Deus.
Por Chico Nogueira
A última ceia,
Salvador Dalí - 1955
O Amor é como Deus; ambos só se oferecem aos seus serviçais mais corajosos.

Asim como nenhuma planta cresce contra a morte, não existem meios simples de se facilitar uma coisa difícil, como no caso da vida. Podemos somente eliminar a dificuldade por meio de um correspondente emprego de energia. As soluções libertadoras só existem quando o esforço é integral. Todo o resto é coisa mal feita e inútil. Só se poderia pensar em amor livre se todas as pessoas realizassem elevados feitos morais. Mas a idéia do amor livre não foi inventada com esse objetivo e sim para deixar algo difícil parecer fácil. Ao amor pertencem a profundidade e a fidelidade do sentimento, sem os quais o amor não é amor, mas somente humor. O amor verdadeiro sempre visa ligações duradouras, responsáveis. Ele só precisa da liberdade para escolha, não para sua implementação.Todo amor verdadeiro, profundo é um sacrifício. Sacrificamos nossas possibilidades, ou melhor, a ilusão de nossas possibilidades. Quando não há esse sacrifício, nossas ilusões impedirão o surgimento do sentimento profundo e responsável, mas com isso também somos privados da experiência do amor verdadeiro. O amor tem mais do que uma coisa em comum com a convicção religiosa: ele exige um posicionamento incondicional, ele espera uma doação completa. E como apenas aquele que crê, aquele que se doa por completo a seu Deus, partilha da manifestação da graça de Deus, assim também o amor só revela seus maiores segredos e milagres àquele capaz de uma doação incondicional e de fidelidade de sentimentos. Como esse esforço é muito grande, só alguns poucos mortais podem vangloriar-se de tê-lo realizado. Porém, como o amor mais fiel e o que se doa ao máximo sempre é o mais belo, nunca se deveria procurar o que pudesse facilitá-lo. Só um mau cavaleiro de sua dama do coração recua diante da dificuldade do amor. O Amor é como Deus; ambos só se oferecem aos seus serviçais mais corajosos.
(JUNG, Carl; Sobre o Amor - Seleção e edição de Marianne Schiess; Editora Idéias & Letras, Aparecida, SP, 2005; pg.23)
Vincent Van Gogh,
unknown name
28 de setembro de 2011
pensamento //
Meu otimismo está baseado na certeza de que esta civilização está para se desmoronar. E meu pessimismo está em tudo o que se faz para nos arrastar em sua queda. // Desconhecido
25 de setembro de 2011
de adição
20 de setembro de 2011
Aprender a desaprender, eis a meta.
Porque há muito mais pra tirar,
do que pra colocar,
dentro da gente.
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19 de setembro de 2011
18 de setembro de 2011
hic et nunc
Não diga que as estrelas estão mortas / só porque o céu está nublado
Não se iluda / Pé que dá fruto é o que mais leva pedra
Uma raiz é uma flor que despreza a fama...
Olha lá vai passar o terceiro mundo
E quem é de...
Vai chorar de...
UMA RAIZ, UMA FLOR
fino coletivo / wado
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